GRÁTIS

 


Como com tudo que acontece em Blumenau, a modernização da Prainha já tem formadas duas correntes: uma achando maravilhosa e a outra o fim da tradição do início da imigração alemã. Ainda não fui ver como ficou. Recebi um vídeo mostrando a Prainha, durante o dia e à noite. Concha acústica e Vapor Blumenau remodelados, parquinho para as crianças, caminho para pedestres e pista para ciclismo, são atrações. À noite, com a decoração natalina achei que ficou linda. Li também que o Prefeito está pensando em privatizar. Aí pode ser garantida a manutenção em ordem, sem grafites e vandalismo, mas também pode acabar a alegria da entrada grátis.


VERÃO


Prolongamento da Via Expressa foi iniciado em 2014 e só tem concluídos 3 dos 15 quilômetros de extensão. Apesar do novo governador haver prometido acabar a obra, ela esta paralisada desde Agosto de 2024. Mesmo tendo sido incluído no programa Santa Catarina Levada a Sério. A ligação da BR-470 até o pé da serra na Vila Itoupava, para aliviar o trânsito caótico da Rua Pedro Zimmermann, não avança. A maior obra inacabada do nosso estado continua sendo sonho de uma noite de verão.


CADETES


São tantas as emoções. São tantos os acontecimentos que merecem comentário que não tenho podido abordar o conteúdo dos livros que estou lendo. Hoje, porém, volto a “O Dom de Casmurro”, do blumenauense José Endoença Martins. Ele estava no seminário franciscano em Rodeio e criou um grupo de poetas, que nasceu numa espécie de motim. Foi por causa de uma frase infeliz do frade, professor de Matemática. Este, durante uma aula, disse que “quem não sabe o teorema de Pitágoras que vá fazer poesia”. Eles sabiam e é uma das poucas coisas que nunca esqueci, porque o meu professor ensinou com uma piada. Dois cadetes portugueses eram amantes de uma mulher muito gorda, chamada Enusa. O marido descobriu e matou os três. Quando foi enterrá-los descobriu que o quadrado da Enusa era igual à soma dos quadrados dos cadetes.


PERCALÇOS


Na frase hostil pairava a primazia da matemática como ciência sobre a poética como diletantismo. O grupo decidiu reverter esta percepção generalizada. O grupo era constituído por cinco seminaristas: um carioca, um paulista, um mineiro, um goiano e o nosso herói, catarinense. Um elemento os unia e os enchia de força para resistir. Eram todos negros resilientes. O paulista era um entusiasmado músico do violão, o piedoso carioca encontrava excelência nos estudos bíblicos, o mineiro se identificava plenamente com as línguas clássicas, em especial o latim, o goiano, o matemático do grupo, era um “cientista” nato, a expertise do autor tendia às línguas modernas, com preferência pelo inglês. Em comum, gostavam da nossa língua portuguesa e da nossa literatura. Nela, a poesia os enchia de alegria. Seu mote poético era claro e rezava: poesia é o que se ganha quando se faz um poema, em verso ou prosa. Convenceram o frei de Literatura Brasileira a ser o seu contraponto ao frade da Matemática. Ele aceitou. Sob sua orientação o desempenho escolástico cresceu. Viraram referências nas disciplinas. Como grupo que havia nascido da rebeldia, sua trajetória poética não estaria livre de sombras e percalços.


RECEBE


Em 1993, Betinho criou a Ação de Cidadania e promoveu a campanha Natal Sem Fome. O sucesso foi instantâneo. Pelo Brasil a fora a solidariedade encontrou eco e surgiram abnegados voluntários que continuaram o movimento após a morte do sociólogo. Neste ano de 2025 a Ação de Cidadania bateu recorde. Recebeu cinco mil toneladas de doações de alimentos, que formaram régias embalagens que estão dando alegria para 2.000.000 de brasileiros carentes, de norte ao sul da nossa pátria. Feliz Natal para eles e Feliz Natal para os doadores, porque, como disse Francisco de Assis, “É dando que se recebe!”.


IMPORTADA


Volta e meia uma palavra vira moda no Brasil. Uma das últimas que me lembro foi “Resiliência”. Em qualquer discurso, entrevista ou manifestação pública era evocada a palavra da língua portuguesa. Agora a que a gente não para de ouvir veio da língua inglesa: “Spoiler”. Ninguém quer dar um “spoiler”. Ela vem do verbo “to spoil”, cuja tradução é estragar. Acho que muitos estão empregando “spoiler” porque acham que fica bonito o seu pronunciamento, sem saber o que significa. Trata-se de informação desmancha prazer, que acaba com a surpresa do final de um filme, novela, série, livro ou jogo. Eu sou como era Adriano Suassuna. que não costumava trocar um vocábulo da língua que os filólogos consideram ter a mais bela palavra por outra ou por expressão idiomática importada.


URUBU


Na noite do sábado, decisão da Copa São Paulo de Futebol Feminino Sub-20. Em campo, no Pacaembu, Flamengo e Grêmio. As meninas do rubro-negro botaram as gaúchas na roda e fizeram dançar ao ritmo do samba carioca. 6 a 0 no placar e mais uma taça em 2025 para o Ninho do Urubu.


DISPUTA


No momento em que estou postando o meu “Blog”, os jogadores do Vasco e do Corinthians estão perfilados, no gramado do Maracanã, para ouvir o Hino Nacional Brasileiro e depois lutar pela conquista da Copa do Brasil. Se a segunda partida terminar empatada a decisão será pela cobrança de penalidades máximas e os goleiros Leo Jardim e Hugo Souza é que poderão se tornar os heróis da disputa.



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