FALECIDO
Quando assumi a presidência do Palmeiras Esporte Clube, em 1978, descobri que tínhamos em Blumenau a Fábrica de Bolas Globo. Fui visitá-la e constatei que eram perfeitas, bem redondas, tinham um preço excelente e faziam parte de um programa social. Elas eram costuradas por apenados na Penitenciária de Curitibanos. Mas aí recebi a notificação da Federação Catarinense de Futebol. Nas partidas tínhamos que usar as bolas oficiais do campeonato, fornecidas pela FCF. Produto da San Remo, sediada em São Paulo, custava algumas vezes mais, talvez porque foi a bola com a qual Pelé marcou o seu gol 1.000. Treinávamos com as bolas Globo e, obrigatoriamente, jogávamos com a Drible. Não havia diferença na qualidade, mas alguma vantagem devia haver para os Cartolas. Como criticava o Jô Soares, “Quem não tem põe e quem tem tira”. Hoje posso contar porque a San Remo não existe mais, o que era presidente da federação morreu e o dono da fábrica de bolas Globo também já é falecido. CATÁSTRO...