RURAL

 


No feriado de Tiradentes fomos a Luiz Alves para o lançamento do livro “A Preço de Banana”, de real importância para evocar a história da bananicultura naquele município catarinense. Acontece que a cidade é conhecida mais pela Festa Nacional da Cachaça do que pelo fato de ser a quarta maior produtora de bananas no Brasil e a primeira em termos de exportação. O livro narra a trajetória da Família Schappo, que deu inicio à plantação de bananeiras em 1976, por iniciativa de Valdir Schappo, filho de Laudelino, o pioneiro, e neto de Mathias, que, fugindo das dificuldades financeiras em Luxemburgo, venho tentar a vida na colônia rural.


PROSPERIDADE


O início foi promissor na questão da produção, pois o solo mostrou-se fértil para a banana. O problema foi a comercialização. Laudelino chegou a colocar bananas numa pasta e viajou três dias para tentar a sorte em Chapecó. Voltou triste e desanimado. Ouviu falar que em Massaranduba vivia um Cristofolini que possuia caminhão e levava bananas para vender no Rio Grande do Sul. Foi a salvação da lavoura e o início da prosperidade.


ESTADO


Eu sei que, para proteger os produtores de cana de açúcar do Nordeste, Getúlio Vargas proibiu o plantio em São Paulo e Santa Catarina, onde a produção crescia ameaçadoramente, principalmente para os alagoanos, que sempre foram politicamente fortes. Deve ter sido o baque para Luiz Alves, que se dedicava à plantação da cana de açúcar. Começou um êxodo rural. Metade da população mandou-se para Blumenau, Jaraguá do Sul e Joinville, cidades industriais que careciam de mão-de-obra. Os Schappo e Cristofolini acabaram estancando a fuga dos jovens graças à bananicultura e Luiz Alves, hoje, é a cidade com a segunda melhor qualidade de vida do nosso estado.


LEGISLATIVA


Papel destacado justamente para o autor da obra, Valdir Schappo. Quando o pai, já cansado pela idade, lhe entregou a plantação tratou de organizar o plantio, buscou o apoio da Epagri, fundou a Associação dos Bananicultores de Luiz Alves, a ABLA, e foi até eleito prefeito. Mereceu a presença do deputado estadual Vicente Caropreso e do representante da deputada Ana Paula Silva, a popular Paulinha, que lhe entregaram uma Moção de Louvor da Assembleia Legislativa.


NATUREZA


Vanessa Pacheco, a primeira mulher a ocupar o cargo de secretária municipal do Meio Ambiente e Agricultura, que foi a primeira funcionária da ABLA e que também madruga para cuidar do seu bananal e de produtos derivados da banana, não poderia deixar de prestigiar o ato e de fazer uso da palavra para enaltecer o trabalho do responsável pelo livro “A Preço de Banana”, que resgata boa parte da história do progresso de Luiz Alves. Seu sítio “Vale das Bananas” se dedica à produção da banana orgânica, sem uso de defensivos agrícolas e em harmonia com a natureza.


FUTURO


O encarregado da Epagri em Luiz Alves, Bruno Salvador, fez uso da palavra e deu uma informação que acho relevante divulgar para os meus leitores. Segundo a FAO, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, a banana é a fruta fresca mais consumida no mundo. São mais de 100 milhões de toneladas anualmente. Sendo assim, Luiz Alves não precisa mais se preocupar com o futuro.


BANANA


Não foi só o lançamento do livro. Foi um acontecimento social no belo salão da Sociedade Recreativa e Esportiva Amigos de Luiz Alves. Não faltou mestre de cerimônia, autor lendo pequeno trecho das 243 páginas da sua obra, grupo de dança local fazendo recordar Carmen Miranda, requebrando ao som de “Yes, Nós Temos Bananas”, discursos de praxe, um excelente coquetel e, na saída, o recebimento do livro autografado, que teve 12 empresas patrocinadoras. Valdir Schappo, ao agradecer, contou que havia listado 25 e consultou 14 apenas, porque as 12 que decidiram patrocinar garantiram a publicação do “A Preço de Banana”, livro que o grande número de pessoas que foram ao lançamento levaram para casa um valioso exemplar autografado e de graça, melhor do que A Preço de Banana.

 

VOLTA


No feriado também houve jogos da Copa do Brasil. A Chapecoense, fechadinha na defesa, tomou o gol do Batofogo nos descontos e perdeu de 1 a 0, no Rio de Janeiro. 1 a 0 também para o Corinthians contra o Barra, em Floripa. Pelo mesmo resultado o São Paulo derrotou o Juventude de Caxias do Sul. No Pará o Vasco ganhou de 2 a 0 do Paysandu, marcador idêntico ao da vitória do Grêmio contra o Confiança. Como nesta competição entram equipes da Série A, Série B e os clubes campeões e vice-campeões dos campeonatos estaduais, tem jogo que não acaba mais. Na noite desta quarta-feira mais 7 partidas, nenhuma com transmissão da Globo, nem Flamengo x Vitória. Na quinta-feira outros cinco jogos. Depois ainda haverá as partidas da volta.



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