CRÍTICOS

 


Minha filha mais nova, em função da sua atividade profissional, residiu em vários países e visitou cidades de outros continentes. Aqui em Blumenau, toda vez que somos forçados a parar numa fila de congestionamento nos muitos gargalos que são problema para a mobilidade urbana, sempre comenta que a solução é a construção de elevados. Finalmente ouvi um representante do poder público expor a mesma opinião. O vereador Jovino Cardoso, em entrevista para Denise Bischling, na CBN, declarou que os responsáveis pelo trânsito precisam mandar construir elevados e deu uma boa notícia. Um será construído na Rua São Paulo, para evitar o acesso à Ponte de Ferro. Se funcionar mostrará que vale o investimento e que merece ser imitado em outros pontos críticos.


PORVIR


Vi um vídeo sobre a pavimentação de estradas com concreto armado e estrutura de aço, para aumentar a resistência. Este tipo de pavimentação foi desenvolvido em 1970 e aguenta maior peso dos caminhões, não derrete, escapa das derrapagens e não forma aqueles perigosos trilhos formados pelos rodados, quando aquece a até 60 graus sob o calor do sol. Além disso a capa com este material tem duração de 20 anos sem necessidade de manutenção. O único problema é que, quando surgiu, tinha custo 50% superior ao do asfalto e maior demora para a implantação. Então prefeitos, governadores e presidentes não se interessaram e continuam não se interessando, até porque os seus mandatos são de 4 anos. É preciso que paremos com as obras a toque de caixa e que façamos como os países que tem planejamento para 10 anos e até mais. Neles os governantes não pensam apenas no período de seus mandatos e preocupam-se com o porvir.


PRINCIPIANTES


Uma questão que sempre enfrentamos é o casuísmo nas decisões políticas e judiciais. No Rio de Janeiro, para cumprir a legislação, com a renúncia do governador, a saída antecipada do vice e a prisão do presidente do legislativo é necessária a eleição de alguém para um mandato tampão até 1o de Janeiro de 2027. Acontece que a lei define que haja uma eleição indireta, com direito ao voto os deputados estaduais. Como já se sabe que o legislativo fluminense está recheado de figuras da pior espécie e não se quer que o governador que caiu fora para não ser cassado e tem na ALERJ a continuidade do seu governo, surgiram três iniciativas levadas ao TSE: eleição indireta, eleição direta e deixar o presidente do tribunal de justiça estadual, que assumiu provisoriamente, permanecer até o final do mandato. Eu não tenho nada com isso, mas acho que a última é a melhor. A primeira é a continuidade do descalabro, a segunda é um absurdo, pela pretensão de convocar o eleitorado para eleger um governador em Junho e voltar às urnas em Outubro com o mesmo propósito. Mais do que o Brasil, o Rio de Janeiro não é para principiantes.


SECRETAS


O Lula não tem maioria na Câmara Federal e no Senado da República. O Congresso Nacional aprovou o projeto esdrúxulo do Paulinho da Força, que recebeu o nome de Dosimetria. Sancionado reduz a pena de todos os condenados no STF pela participação na tentativa de golpe de estado e quebra-quebra de Brasília no dia 8 de Janeiro de 2023. Lula vetou totalmente. O projeto retornou ao legislativo e não é preciso ter poder de vidente para dizer, antecipadamente, que o veto será derrubado. A não ser que Lula faça a mágica das emendas secretas.


MINEIRINHA


A ministra Cármen Lúcia, que preside o TSE, surpreendeu ao anunciar que vai deixar a função, reduzindo seu mandato que ia até o mês de Junho. Ela deu uma explicação para a sua atitude. Os ministros Kássio Nunes Marques e André Mendonça assumirão a presidência e vice-presidência do órgão responsável pela próxima eleição. Melhor que assumam já para montarem suas equipes e prepararem o acompanhamento das campanhas, o julgamento de reclamações, o comparecimento às urnas eletrônicas e o escrutínio. Acompanho os que acham que foi uma decisão republicana da ministra do STF, que sai numa boa, à mineirinha.


ANCIONATO


Os dois ministros do STF que vão assumir o TSE foram indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que passou o tempo todo acusando as urnas eletrônicas de terem lhe roubado. Quis o destino ou a malandragem do Zé Carioca que Kássio Nunes Marques e André Mendonça dirijam o pleito de 2026. Assim não poderão ser apedrejados caso Flávio Bolsonaro perca a eleição, com a alegação de que o 01 foi garfado na apuração eletrônica dos votos. Não acredito que os dois sejam tão bolsonaristas que mandem as urnas eletrônicas para o arquivo morto e reinstituam as cédulas de papel, como a forma mais perfeita porque é a usada na nação mais poderosa e que estaria interessada em mandar o Lula para o corpo religioso de líderes espirituais, o ancionato.


SEMIFINAIS


Não deu. Alexander Zverev, o tenista alemão que é o terceiro no “ranking” da ATP, derrotou o brasileiro João Fonseca por 2 “sets” a 1, com as parciais de 7/5, 6/7 e 6/3. A batalha teve duas horas e quarenta minutos de duração. O Menino do Rio foi eliminado do Masters 1000 de Monte Carlo. Na noite desta sexta-feira poderá ir ao cassino e quem sabe ganhar os dólares que não conseguiu embolsar se chegasse às semifinais.


SOLITÁRIA


O Fernando Diniz estreou com o pé direito no Corinthians. Foi a Buenos Aires, promoveu a volta do argentino Garro à titularidade e lançou o jovem Kayke, do juvenil, na ponta esquerda. Garro deu os passes para os gols de Kayke e Yuri Alberto que garantiram a vitória corintiana por 2 a 0 contra o Platense, na Libertadores. Pela Copa Sul-Americana, o Botafogo recebeu o Carabobo da Venezuela e por pouco o torcedor do time do Rio de Janeiro não ficou com cara de bobo. Os venezuelanos saíram na frente no marcador, mas os cariocas conseguiram o empate de 1 a 1 com o gol marcado pelo português Arthur Cabral, outro que descobriu o Brasil e viu que aqui “em se plantando tudo dá”. O jogo marcou a estreia do treinador português Franclim Carvalho, que saiu vaiado pela torcida da Estrela Solitária.


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