RECORDES
Foi só eu elogiar o espírito cristão de Blumenau e um empresário resolveu me desmentir. Um blumenauense, que é dono de uma transportadora, cujo nome não foi noticiado, arrombou o cofre da Igreja Matriz de Pitanga, no Paraná, e roubou 7 mil reais. Depois do sacrilégio saiu tranquilamente escondendo o dinheiro na cueca. O crime ocorreu em 4 de Setembro do ano passado. Por ter sua imagem gravada em câmara de segurança, foi identificado e acabou sendo detido na quinta-feira, 12 de Março, após três meses de investigação, con ordem de prisão preventiva decretada pela Justiça do Paraná. Durante o inquérito, os agentes apuraram que o Empresário de Blumenau tem pelo menos 55 passagens pela polícia. O transportador de valores na cueca já já vai para o Livro Guinness de Recordes.
PONTE
O tempo passa e a Ponte Hercílio Luz, cartão postal de Florianópolis e de Santa Catarina, está completando 100 anos. Foi no dia 13 de Maio de 1926 que ocorreu a inauguração da estrutura que marcou definitivamente a história do nosso estado ao se tornar a primeira ligação física do Continente com a Ilha de Santa Catarina. Em 1991, por questões de segurança, foi totalmente fechada para o tráfego e só foi reaberta em Dezembro de 2019, após passar por demorada e custosa reforma, que garantiu que não acontecesse com ela o que aconteceu com outra ponte pencil semelhante nos EUA: o desabamento. Para a comemoração do Centenário da Ponte Hercílio Luz está acontecendo extensa programação na Ilha da Magia, principalmente com eventos culturais como o lançamento do livro bilingue e a exposição gratuita na Assembleia Legislativa contando a história da ponte.
PESCADORES
Uma bastante antiga atividade que se tornou tradição em Laguna acaba de ser reconhecida pelo Iphan como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Trata-se da prática centenário da pesca cooperativa entre pescadores e botos-de-lahille para capturar tainhas. Depois de inscrita no Livro do Saberes, desde 2018 era considerada patrimônio imaterial catarinense e agora torna-se nacional aumentando a sua importância. Vamos agradecer aos solidários botos pela ajuda, levando os cardumes de tainhas para as redes dos nossos pescadores.
BALONISMO
Foi terrível o acidente com balão de voo turístico que ocorreu em Praia Grande, no sul catarinense. Depois do ocorrido a ANAC está regulamentando a atividade que é um grande atrativo para o turismo de aventura. A região não sofre o sopro de ventos fortes, o que favorece o balonismo. No dia 13 teve início o 1o Campeonato Catarinense de Balonismo, que se estendeu até este domingo, com provas técnicas validadas pela Confederação Brasileira de Balonismo. As atrações são voos competitivos e festivos programados para o nascer e por do sol, colorindo o céu dos cânions, “shows” nacionais (incluindo os balões luminosos da noite de sábado), exposição de carros antigos e a gastronomia local. A festa de Praia Grande recebeu o nome de Expocanyon & Festival de Balonismo.
VERSOS
Vamos ver o que está acontecendo com o grupo dos cinco seminaristas negros em O Dom de Casmurro, livro escrito por José Endoença Martins. Eles eram jovens, curiosos e atrevidos. Uma vez por semana, depois do almoço, tinham uma hora e meia de tempo livre e se reuniam para passar o tempo e ler os seus poemas. Não bastava serem negros. Realçavam sua afro-brasilidade com o cabelo “Blackpower”. Um dia o nosso herói disse para os companheiros: “Precisamos ter uma mulher nos nossos versos”. Todos o olharam com a surpresa da indignação. Pelas suas leituras e aulas de literatura sabiam que, desde o romantismo, poetas falavam de mulheres. Suas composições eram ingênuas, careciam da presença feminina. Seus versos não passavam de pariodiazinhas sobre a vida no seminário ou as lides franciscanas.“Não podemos esquecer que mulher é tabu por aqui” disse o goiano. “O que sabemos sobre elas”, retrucou o blumenauense. “Mal e mal ousamos beijar as nossas mães.” “Não temos modelos de mulheres reais” reagiu o carioca. “Temos sim!” disse o paulista. “Freiras e mais freiras pululam por aqui.” Foram trocados olhares de reprovação e o paulista recolheu a sugestão. “Tudo bem. Retiro meu palpite sobre freiras. Minha tia é clarissa e eu teria bom material para alguns poemas.” O mineiro se manifestou: “O que eu tenho não é uma sugestão. É uma consulta. E as nossas mães?”. “Não mete mãe nisso, cara” discordou o goiano. “Mãe é coisa sagrada, vamos preservá-las.” O narrador então concluiu: “Amigos, precisa ser mulher da nossa idade. Meninas ingênuas como nós e bobinhas como serão os nossos versos”.
SILENCIOSOS
A sugestão de irem à cidade dar uma espiada nas meninas e estudar suas modelos foi aceita por todos. Começaram a planejar a saída coletiva do seminário sem problema com o Padre Prefeito e o projeto poético individual. A primeira tentativa de saída foi desastrosa. Foram pegos no meio do caminho e recambiados pela Kombi dos freis de volta ao seminário. O castigo pela ousadia foram três dias de silêncio e em pé no café da manhã, almoço e janta. O mais humilhante, contudo, foi o apelido que receberam e que pegou: “Os Cinco Poetas Silenciosos”
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