EXÉRCITO
Ricardo Lewandowski, quando viu que Ministro da Justiça não é igual a Ministro do STF, que manda e todos obedecem, jogou a toalha. Havia alguns nomes sendo apontados como favoritos. Lula, contudo, surpreendeu. Chamou para conversar o advogado geral da Petrobras, fez o convite, que foi aceito, e então nomeou Wellington César Lima e Silva para comandar a pasta da justiça e da segurança pública. Pelo sobrenome, será que é descendente de Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias? Se for tem o “pedigree” do Patrono do Exército.
INDECISOS
Continuam rolando as pesquisas relativas à eleição do presidente da república. A Meio Ideia ouviu 2.000 eleitores, que apontaram que 64,5% dos eleitores já decidiram em quem vão votar e que 35,5% disseram que ainda podem mudar. Se a eleição fosse hoje, no primeiro turno Lula ganharia de qualquer um dos candidatos. No segundo turno o páreo mais duro seria contra Tarcísio de Freitas. Lula apareceu com 44,4% e Tarcísio com 42,1%. Como a pesquisa admite erro de 2.2% para mais ou para menos, é luta encarniçada. Os demais podem ganhar o pleito, se conquistarem todos os votos dos opositores e dos eleitores indecisos.
ISRAEL
O surgimento de líderes políticos, eleitos, com pensamentos autoritários criou um problema para a democracia. O que fazer para conter a tendência antidemocrática, que favorece as ditaduras. Cientistas de Harvard se debruçaram sobre ações e consequências e concluíram que está posto o “dilema da responsabilização”. Um desafio muito difícil para o sistema judiciário, que se vê diante da escolha entre punir violações legais e correr o risco de sofrer represálias. Ação do judiciário contra líderes políticos pode “minar” o apoio aos tribunais como instituições de salvaguarda e ampliar as possibilidades de um efeito rebote contra as normas democráticas. O professor Andrew O’Donohue conjectura que “os eleitores muitas vezes passam a associar os tribunais a uma causa partidária específica e priorizam a sua lealdade partidária em detrimento dos princípios democráticos”. Cita que isso acontece em democracias polarizadas como Brasil, EUA e Israel.
VESPEIRO
O dilema anunciado em Harvard pela equipe de Andrew O’Donohue se resume em que a responsabilização é um pilar indispensável do Estado de Direito. Deixar sem consequências ações que fragilizam instituições, atacam o sistema eleitoral ou incentivam práticas autoritárias cria um precedente perigoso. O problema é que processar líderes políticos também pode diminuir a confiança de parte da população no Judiciário e gerar reações contrárias às normas democráticas. A condenação de Jair Bolsonaro mexeu nesse vespeiro.
TORCIDA
O Lula vetou totalmente o projeto de lei da Dosimetria, que foi aprovado no Congresso Nacional. A aprovação deu-se no Senado por 48 votos a 25 e na Câmara por 291 a 148. Para derrubar o veto os parlamentares precisam de maioria absoluta: metade do total dos representantes nas casas legislativas + 1. Precisam de 339 votos dos 584 dos deputados e senadores (são 41 no Senado e 257 na Câmara) em votação secreta.. A Oposição tem votos para derrubar o veto. Como estamos em ano eleitoral, acho que as pesquisas de opinião poderão até provocar uma mudança no resultado da votação. Quem está preso pode esperar um pouco mais para conseguir a liberdade. O importante é ganhar a eleição para presidente ou, pelo menos, conseguir a maioria parlamentar. Tá todo mundo jogando para a torcida.
RELIGIOSAMENTE
A senadora Damares Alves é bolsonarista, cristã, patriota e verdadeira. Acabou de dizer que a CPMI identificou “grandes igrejas” e pastores no esquema de fraudes no INSS. Confessou que a comissão parlamentar tem sofrido pressões por parte dos líderes religiosos: “Não falem, não investiguem, porque os fiéis vão ficar muito tristes”. Tristes não. Vão ficar fulos da vida. Já não basta o dizimo, que têm que entregar religiosamente?
PERÍODO
Em 2024 o Brasil bateu recorde no número de turistas internacionais. 6,7 milhões de estrangeiros vieram fazer turismo no Brasil. Pois em 2025 o resultado foi melhor ainda. O nosso país registrou a chegada de 9.287.196 turistas vindos de outras nações. O fluxo é equivalente a 3 mil voos internacionais, com visitantes de países espalhados pelo mundo desembarcando ao longo do ano em território brasileiro. Ocorreu um aumento de 37,1% em relação ao ano anterior. Reforçamos a posição do país como um destino cada vez mais competitivo no cenário global do turismo. O portal “Forum” credita o avanço ao efeito Lula. O governo federal comentou que o sucesso reflete a efetividades das políticas públicas adotadas, das ações de promoção internacional e da articulação entre União, estados, municípios e setor privado. Pelos dados aeroportuários, São Paulo liderou o “ranking” com 2.753.869 visitantes internacionais, seguido pelo Rio de Janeiro com 2.196.443 e pelo Rio Grande do Sul, que recebeu 1.535.806 turistas estrangeiros ao longo do ano. Entre os mercados emissores de passagens a liderança é da Argentina, com 3.386.873 turistas. Em seguida aparecem o Chile com 801.921 e os EUA com 759.637. França, Portugal, Alemanha, Itália, Reino Unido e Espanha somaram, juntos, 1.274.567 turistas no período.
Concordo com o Reinaldo Azevêdo que o Brasil não é um país polarizado. É sim uma democracia cujas instituições são combatidas por uma ala de extrema direita. Para que houvessem polos teria que necessariamente haver um lado de extrema esquerda. Temos que parar de falar em polarização e dar o nome certo à coisa.
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