VINDOURO

 


Temos uma rua em Blumenau que seus moradores e comerciantes estão cuspindo marimbondos. É a Frederico Jensen, via de muito tráfego pesado, que passava por obra de restauração do asfalto e está parada há mais de 3 meses, com apenas 20% do trabalho realizado. Acontece que a empreiteira está sob investigação do GAECO, na pode obter outro contrato, mas pode dar continuidade ao serviço contratado só que a Justiça mandou bloquear as suas contas. Assim é buraqueira quando chove e poeira quando faz sol. Um vereador de oposição produziu vídeo para mostrar o problema e dizer que é o resultado da corrupção. A Prefeitura anunciou que vai romper o contrato. O diabo é que para contratar outra terá que fazer licitação e aí a população vai ter que continuar reclamando até o ano vindouro.


GRAÇA


Preciso pedir desculpas aos meus leitores. Anunciei que o presidente Lula ia oferecer jantar para banqueiros e grandes empresários no Palácio do Planalto. Errei porque foi no Palácio da Alvorada. Também escrevi que seriam 15 convidados e na verdade foram 16. Faço a correção e aproveito para comunicar qual foi o Menu. A primeira-dama, Janja, optou por três chefes de cozinha no preparo das refeições para ela, seu amor e convidados. Isso para garantir maior variedade de pratos e sabores no atendimento cotidiano da família presidencial. No jantar de gala teve como entrada Ravioli de Lagosta e Bisque de Camarão. Como prato principal Lombo de Robalo com Crosta de Ervas ou Carré de Cordeiro com Crosta de Ervas e Mostarda. Para acompanhar as refeições foram servidos vinho e café. Acredito que deve ter sido parecido com aqueles jantares que o Daniel Vorcaro costumava oferecer aos políticos. Afinal, como dizem as más línguas: não há jantar de graça.


CAMISA


Surgiu afinal a oportunidade que o presidente da república buscava para contentar o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que ficou amuado quando não foi indicado para o STF. O ministro Bruno Dantas, que desde 2014 atuava no Tribunal de Contas da União, pediu demissão de forma “irretratável”. Dizem, em Brasília, que vai para a iniciativa privada e que pode assumir a Avibras, empresa de defesa que está em alta. O presidente do senado, Davi Alcolumbre, foi quem fez a indicação do amigo mineiro. Rodrigo Pacheco assume no dia 9 de Setembro e vai cumprir um mandato que só será encerrado quando completar 75 anos de idade. Não precisa mais correr atrás de votos, tendo que abraçar até operário suado, sem camisa.


BARATAS


Fiquei sabendo de um fato que me faz perdoar o ex-presidente Jair Bolsonaro quando disse que quem tomasse a vacina contra a Covid poderia virar jacaré ou sair falando fino. Acontece que, a busca que se tornou frenética por uma vacina, sem tempo para os testes necessários, levou a Pfizer a comunicar que não se responsabilizava por efeitos colaterais. Claro que era uma medida preventiva do laboratório norte-americano para não correr o risco de ter que pagar indenizações bilionárias. Mas ai justificou a preocupação do Capitão. Por isso, eu o perdoo desta crítica. Não havendo garantia, era melhor mesmo continuar indicando cloroquina e ivermectina, que podiam não prevenir nem tratar a doença mas, pelo menos, eram bem mais baratas.


PREVIDENCIÁRIA


Em São Paulo o PL tem um candidato a deputado federal, chamado Célio José de Morais, que é médico e vereador em Jaboticabal, que, pela semelhança física, até parece irmão gêmeo do Lula. Tanto assim é que se intitula “Lula do Bem”. A Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo pediu a impugnação da candidatura alegando que o nome sugere grau de parentesco com o presidente da república e que a junção da expressão “do Bem” ao nome Lula veicula “mensagem ideológica e juizo de valor”. O TRE, contudo, deferiu o registro da candidatura. Mais do que o apelido o que pode atrapalhar o Lula verdadeiro é o eleitorado ficar sabendo que o “Lula do Bem” possui 775 mil reais inscritos na Dívida Ativa da União, sendo 513 mil por apropriação indébita previdenciária.


COMENTAR


Vamos acompanhar a saga dos cinco seminaristas poetas em O Dom de Casmurro, do blumenauense José Endoença Martins. As domingos, eles passaram a chegar cedo na missa para tentar sentar ao lado das mocinhas. Quase sempre davam azar porque o banco privilegiado da família das beldades estava sempre ocupado por outros seminaristas, por certo também de olho nelas. Quando davam sorte ficavam esperando uma migalha de sorriso das três meninas. O momento ideal para o sorriso era a comunhão. Quando voltavam, a hóstia colocada sobre a língua vermelha do vinho, elas tinham que passar por eles e nunca deixavam de dispensar aquele gentileza tão aguardada pelos Cinco Poetas Silenciosos. Os pais iam na frente abrindo o cortejo familial. Quando passavam por eles, os rapazes baixavam a cabeça. Não queriam que percebessem seus olhares devoradores sobre suas crias. Eram seguidos pela filha menor, depois a do meio e por último a maior. Os sentidos do nosso herói blumenauense se aguçavam quando as três correspondiam ao seu olhar. Foi assim que compôs o seu primeiro poema, que ainda irei comentar.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

GERMÂNICA

DEMITIDOS

ELEIÇÕES