PERDA
Gaúcho de Porto Alegre, gremista como eu, Nelson Hamilton Leiria sentou praça em Blumenau. Aqui constituiu família e criou o casal de filhos. Durante 28 anos contribuiu para a advocacia regional, como Juiz do Trabalho e professor de graduação e pós-graduação em direito da FURB. Mestre em doutor em direito, seu trabalho foi tão profícuo que recebeu do Poder Judiciário o título de Comendador da Ordem do Mérito do Tribunal Superior do Trabalho. De Blumenau, nem poderia ser diferente, em Dezembro de 2025 recebeu da Câmara de Vereadores o diploma de Cidadão Honorário de Bluemanu. Após aposentado estabeleceu a banca de advogados Cascaes, Hirt e Leiria. Nelson Hamilton Leiria faleceu com 72 anos de idade, no dia 23 e foi velado e cremado na Neu Haus, concentrando a presença de familiares e amigos que foram para a derradeira despedida, todos lamentando a sua perda.
HISTÓRICO
Quando, com meu filho Carlos Eduardo, criamos a TV Galega resolvi criar também um Conselho de Programação e um dos convidados foi Nelson Hamilton Leiria. Tornou-se membro sempre presente e entusiasmado em projetos que surgiram no nosso grupo, como a Associação dos Pagadores de Imposto apresentada pelo empresário Hans Prayon e o Observatório Social que Edison Cruz, então delegado da Receita Federal, nos trouxe de Maringá. Leiria tornou-se meu amigo e, quando era sorteado para julgar alguma ação contra a TV Galega se declarava imediatamente suspeito, algo que deveria ser feito por todos os magistrados. Gostava de cozinhar e já no primeiro dos 10 que realizei a Noite Portugal foi o responsável pela comida do jantar, que preparava com esmero e qualidade. Chegamos a reunir os que eram descendentes de portugueses e aprovamos o estatuto da Associação Portuguesa de Blumenau, que não saiu do papel, até porque Portugal era o dono do país e os vinham de lá não se consideravam imigrantes ou colonos. Fico feliz por tê-lo entrevistado no meu programa Mesa de Bar eternizando a sua vida para o nosso Arquivo Histórico.
LOJISTAS
Houve um tempo em que as casas comerciais do centro e dos bairros, durante a Semana da Pátria, todas se empenhavam a fundo para fazer a vitrine verde-amarela mais bonita, para prestar a sua homenagem à data da Independência do Brasil. Depois o entusiasmo arrefeceu. Agora a CDL pretende fazer com que os comerciantes blumenauenses se dedicam à decoração de suas lojas para enfeitar a cidade durante a Oktoberfest. Tem concurso de vitrines que, em votação popular pelo “site” da entidade, que vai distribuir 3 mil reais para a primeira colocada, 2 mil para a segunda e 1 mil para a terceira, mais ingressos para a Festa da Cerveja. Para os que votarem serão sorteados ingressos. Para participar do concurso é necessária a inscrição gratuita na Câmara dos Dirigentes Lojistas.
MÁXIMA
Após a troca de informações com a Polícia Federal e a Polícia Civil de São Paulo, a Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcotráfico, da Bolívia, prendeu Roberto Prieto Filho, conhecido como Betinho, suspeito de chefiar o PCC, Primeiro Comando da Capital. Em 2021 foi investigado por ser o braço direito do PCC na expostação de drogas pelo Porto de Santos. A justiça, porém, não encontrou provas suficientes de que estivesse envolvido no tráfico internacional. Em Janeiro de 2022, Betinho e Pablo Ribeiro Lopes Santos foram presos em operação da Polícia Civil, em Guarujá. Enquanto aguardavam a transferência para um presídio foram resgatados por homens armados com fuzis. Em Janeiro de 2023, porém, foi condenado à prisão. Após a condenação, a defesa recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo para reverter a decisão. Os advogados apresentaram uma certidão de falecimento falsa nos autos do processo, o que foi descoberto pela Procuradoria Geral de Justiça. Em Setembro de 2025 foi condenado a mais de 20 anos de cadeia e sumiu. Na terça-feira, dia 22, foi preso na Bolívia. Betinho já foi transferido para o Centro de Detenção Provisória da Chácara Belém, em São Paulo, de onde será levado para um presídio de segurança máxima.
COMBUSTÍVEIS
O empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, está cada vez mais complicado. Na Operação Crédito Oculto, deflagrada nesta quinta-feira, é investigado esquema de lavagem de dinheiro e compra de uma distribuidora de combustíveis. Chamou a atenção dos policiais o fato de Mineiro, pelos relatórios financeiros, haver ganho 570 prêmios em loterias e apostas, entre 2020 e 2025, totalizando 176,4 milhões de reais. Ele é dono da Entre Investimentos e Participações, que operou os repasses de Daniel Vorcaro para o fundo usado para financiar o Dark Horse. Juntamente com Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-executivo do Banco Genial, e seus irmãos André e Bruno Tupinambá, usando um complicado processo de engenharia financeira através de fintechs e fundos de investimento, compraram por 370 milhões de reais uma das nossas maiores distribuidoras de combustíveis.
CLIENTES
Antonio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, está preso e fechou acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República e homologado pelo ministro André Mendonça do STF. Resolveu abrir a boca e confessou que era o operador financeiro do banqueiro Daniel Mendonça e que movimentou 1,3 bilhão de reais “em espécie” entre 2020 e 2025, transportando dinheiro em malas para pagar propinas. Detalhou o repasse de mais de 12 milhões de dólares para o fundo nos Estados Unidos. Dinheiro para financiar o “Dark Horse”. Segundo o delator as transferências foram ordenadas por Vorcaro após cobranças diretas do senador Flávio Bolsonaro. Apesar de delator virou alvo da Operação Carbono Oculto, que investiga a lavagem de dinheiro para uma organização criminosa ligada à máfia dos combustíveis. Por fim, os relatórios do COAF apontaram que o empresário figurava como ganhador de 176,4 milhões de reais em prêmios e apostas de loteria, o que as autoridades consideram uma estratégia fraudulenta para lavar dinheiro de clientes.
CORTE
O senador Flávio Bolsonaro, candidato à presidência da república, criticou severamente o ministro Alexandre de Moraes após o jornalista Lauro Jardim, de O Globo, divulgar as imagens do Xandrão e esposa descendo do jatinho de empresa vinculada a Daniel Vorcaro, acusando-o de atitudes contra a democracia e relacionando o episódio ao cenário político nacional e à continuidade de Lula ao poder. Três dias depois da crítica, o jornalista Breno Pires, da revista Piauí, revelou que Flávio Bolsonaro usou o mesmo jatinho Legacy, de prefixo PP-NLR. Voltou da Flórida com a família e o amigo advogado Willer Tomaz, no dia 19 de Janeiro de 2025. Embarcaram em Fort Laudardale e desembarcaram em Brasília. Por certo o 01 não sabia sobre o dono, coisa que era do pleno conhecimento do responsável por toda a confusão na Suprema Corte.
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