VOZ
Durante o evento “Debatendo o Brasil”, falando para um grupo de mais de 40 representantes de países estrangeiros, 20 dos quais Embaixadores, o senador Flávio Bolsonaro resolveu comentar relatório do governo dos EUA, baseado em investigação da CIA, que apontou a vulnerabilidade das urnas eletrônicas fabricadas pela Smartmatic usadas na Venezuela e com programação possibilitando fraudes na apuração dos votos. Aí disse que urnas iguais às venezuelanas foram usadas na eleição brasileira. Pisou na bola porque o Tribunal Superior Eleitoral voltou a desmentir a afirmação. O Brasil nunca usou urnas da Smartmatic. O presidenciável negou que tenha colocado em dúvida o sistema eleitoral, mas defendeu maior acompanhamento internacional das eleições e pediu que todos os países mandem a maior quantidade de observadores possível, como sempre fazem, e também pessoas com conhecimento sobre a tecnologia e como o Brasil pode ter eleções mais seguras e transparentes. O TSE afirmou que todo o projeto tecnológico das urnas eletrônicas foi desenvolvido pela própria Justiça Eleitoral e que a empresa venezuelana apenas prestou, em ocasiões específicas, serviços de conexão de dados e voz.
INDICADOS
Ouvi de um professor de relações internacionais uma explicação a respeito do sucesso alcançado eleitoralmente por Jair Bolsonaro. Era um deputado do baixo clero, com pouco destaque politico, pertencia a um partido nanico, que não dispunha de recursos para enfrentar com êxito uma batalha eleitoral. O que fez para conquistar o sucesso e a eleição para a presidência da república. Segundo o analista, provavelmente o filho envolvido na informática trouxe para a campanha a consultoria política britânica, a “Cambridge Analytica”. Esta usou as redes sociais, enviando milhões de mensagens de forma seletiva. Mensagens curtas apoiando a ideia dos que achavam que bandido bom é bandido morto, para os evangélicos que eram contra o aborto, para quem condenava a corrupção e assim por diante. Cada um recebia de Jair Bolsonaro a mensagem que lhe agradava. Isso transformou o Capitão em Mito e grande líder político, que conseguiu eleger seus candidatos, muitos inexpressivos, como o Tiririca, só porque foram seus indicados.
BOLSONARO
A Cambridge Analútica se envolveu em escândalo pela extração e uso de 87 milhões de usuários do Facebook sem consentimento. Ela utilizou essas informações para traçar perfis psicológicos detalhados e direcionar publicidade personalizada com o objetivo de influenciar eleições globais, incluindo a campanha de Donald Trump em 2016 e o referendo do Brexit. Brittany Kaiser, funcionária da Cambridge Analytica, especialista em relações internacionas, em entrevista para a Veja, em 17 de Janeiro de 2020, afirmou que a campanha eleitoral de Jair Bolsonaro foi muito parecida com a de Donald Trump, utilizando a internet para espalhar desinformação e notícias falsas para persuadir os eleitores. Em consequência do escândalo a Cambridge Analytica e sua controladora a SCL Elections, perderam quase todos os seus clientes, enfrentaram custos legais crescentes e encerraram suas atividades com pedido de falência em 2 de Maio de 2018. Para mim fica explicado o Fenômeno do Clã Bolsonaro.
TARIFAÇO
Valeu a pena o presidente da FIFA, Gianni Infantino, ter inventado a Medalha da Paz que entregou para o presidente Donald Trump e não ter reclamado da não permissão de entrada nos EUA do árbitro da Somália, de mandar a seleção do Irã deixar o seu território, assim que terminadas suas partidas e retirar o cartão vermelho que havia sido dado para o melhor jogador do time anfitrião da Copa do Mundo. Como em Dezembro chega ao fim o mandato do português António Guterres, o Big Brother lançou o nome do italo-suíço para Secretário Geral do ONU. Os países que não aceitarem, por certo, vão correr o risco de um Tarifaço.
ESTADUNIDENSE
Por falar em Tarifaço, o de 25% contra o Brasil e outros 59 países teve início nesta quarta-feira. Podemos ainda levar mais 12,5% de sobretaxas alfandegárias por trabalho forçado e desmatamento. Já o Canadá teve decretado Tarifaço de 50% com a justificativa da Casa Branca que os canadenses tem praticas discriminatórias contra o comércio estadunidense.
ENTENDE
O presidente Lula, teve grande aprendizado no tempo de líder sindical e se opõe a reciprocidade e retaliações contra os EUA. Julga que só daria munição para Trump e Flávio Bolsonaro. Concorda com lideranças empresariais e quer resolver o problema do Tarifaço 2 com negociações diplomáticas e acordos comerciais com outros países. Com isso aproveita para se aproximar dos empresários que estão sendo punidos e que se dispunham a apoiar seu adversário. Lula não cansa de dizer que não somos de guerra e sim de paz. De fato é conversando que a gente se entende.
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