SOLIDÁRIA
Às cinco horas e vinte e quatro minutos deste domingo tem início o inverno setentrional. O aperitivo dos últimos dias do outono mostrou que vamos precisar usar casacos mais grossos e cobertas mais espessas. Precisamos nos preocupar com as pessoas de menores recursos, principalmente os moradores de rua. Com as baixas temperaturas é bem provável que serão registradas mortes por hipotermia. Vale a pena dar uma olhada no guarda roupa, ver o que está sobrando, em bom estado e que não usamos mais, para destinarmos a campanhas angariando agasalhos. É uma questão de cidadania solidária.
PATROCINADORES
Tive a oportunidade de ver o depoimento da professora Maria Lúcia Fattorelli, mineira de BH, que é auditora fiscal aposentada da Receita Federal e fundadora da Organização Auditoria Cidadã da Divida. De forma clara e objetiva, ela proclamou que haja mudança no nosso modelo econômico, que só beneficia os bancos e os rentistas promovendo o imenso desequilíbrio social.Acusou os altos juros pagos pela União no serviço da dívida e o crescente lançamento de Títulos do Tesouro Nacional que só aumenta o endividamento e absorve os recursos que deveriam ser destinados à educação, saúde, segurança e infraestrutura. Apontou que só tivemos um presidente que mandou fazer auditoria da dívida publica: Getúlio Vargas. Os demais, inclusive Lula, buscam mitigar o problema com programas sociais de curto efeito. Para a redução definitiva da desigualdade social é preciso acabar com a festa do pagamento dos juros escorchantes da dívida pública. Mulher muito bem preparada, foi convidada para realizar a auditoria soberana do Equador e da Grécia. Aqui passa batida. A grande imprensa a ignora, porque fala contra seus grandes patrocinadores.
VIRA-LATAS
O economista Ricardo Henriques escreveu o livro que tem o longo título de “Utopia Pragmática – Futuros ambiciosos e possíveis para acelerar o desenvolvimento humano no Brasil” em que mete o dedo na ferida. Na sua obra propõe a construção de um futuro melhor a partir da união entre ambição de transformação social e capacidade prática de realização. Na sua opinião precisamos acreditar mais no nosso país e aproveitar nossa inteligência que vai da “favela à academia”. Aborda a necessidade de superarmos a histórica dívida social e a armadilha da renda média, posicionando o Brasil na fronteira da inovação e sem desigualdades extremas. São seus temas: educação, desigualdade, democracia, sustentabilidade, mundo do trabalho e inteligência artificial. O livro reúne textos reflexivos e um ensaio inédito, apresentando caminhos concretos para o desenvolvimento humano com linguagem acessível. Na verdade procura reforçar a necessidade de acabarmos com o nosso complexo de vira-latas.
GRAVATA
Nos EUA o Presidente Trump, dando entrevista no “The Axious Show” fez uma declaração bem no seu estilo. Afirmou que “Lula é uma pessoa muito volátil” e que não se importa com o brasileiro. Foi, por certo, reação ao discurso do presidente brasileiro no Encontro do G-7. Se há alguém que não pode criticar comportamento volátil esse alguém é justamente Donald Trump, que muda mais de opinião do que de gravata.
SERVIÇOS
Espanhol apostou um milhão de dólares no jogo da Espanha contra o Cabo Verde. A casa de apostas pagava muito pouco por dólar apostado, por causa do favoritismo espanhol. O ricaço queria faturar alto, contou com o ovo e dançou. A partida terminou empatada e ele perdeu. Temos gente que não é rica e está perdendo o que vai lhe fazer falta , acreditando em vitórias que não estão acontecendo. A Copa do Mundo de 2026 está se destacando pelas Zebras. No Brasil os donos das Bets devem estar esfregando as mãos de contentes com os 30 bilhões de reais que estão arrecadando e que fazem falta para o movimento comercial, industrial e de serviços.
RECEBENDO
Um jornalista esportivo norte-americano resolveu organizar o “ranking” dos hinos mais bonitos entre os 48 países classificados para o tríplice mundial de futebol. Para minha surpresa, não houve bairrismo e o hino brasileiro obteve o primeiro lugar. O segundo ficou com a França e o terceiro foi para Portugal. O rol foi publicado pelo jornal The New York Times destacando a força da melodia, a emoção transmitida e a introdução orquestral do Hino Nacional Brasileiro. Até o italiano Carlo Ancelotti estava cantando o nosso hino, justificando o salário milionário que está recebendo.
FRACASSO
O Brasil desencantou e derrotou o Haiti por 3 a 0, com 2 gols de Matheus Cunha e 1 de Vini Júnior. Assumimos a liderança, graças ao saldo de gols, iguais em pontos ganhos com Marrocos, que ganhou de 1 a 0 da Escócia. O Haiti está matematicamente eliminado. O Brasil precisa pelo menos empatar com os escoceses para continuar na competição. Se vencer ficará esperando pelo resultado dos marroquinos contra os haitianos, torcendo para que não consigam golear e nos ultrapassem no saldo de gols. Ficando com o primeiro lugar no grupo continuaremos nos EUA. Se formos o segundo iremos para o México. Se perdermos da Escócia, na próxima quarta-feira, voltaremos humilhados e bebendo litros de “Whiskey” para esquecer o fracasso.
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