BRANCA

 


Numa rua do Centro de Navegantes um ladrão quis tomar objetos de um jovem de 15 anos de idade. O bandido não sabia que o rapaz fez curso de defesa pessoal e é bom aluno de jiu-jitsu. O ladrão chegou de bicicleta por trás de Moacir Nelson de Borba, gritou “perdeu, perdeu” e puxou a corrente de ouro do pescoço da vítima. Este com um gesto rápido derrubou o larápio na calçada e o dominou por completo. Manteve-o imobilizado até que chegassem os policiais para levar o azarado até a Delegacia da Polícia Civil. 30 minutos antes, na Meia Praia, ele havia tentado arrancar a corrente do pescoço de Tatiana Tamara dos Santos Reichards, sem sucesso porque ela conseguiu se desvencilhar e ele fugiu com a bicicleta. Quando viu a foto ela reconheceu o assaltante pela cara, o moleton preto, a bermuda preta e a touca branca.


INDEPENDÊNCIA


Trump foi fazer negócios da China e voltou para Washington feliz da vida. Depois de tomar chá e do almoço, que não teve escorpião no cardápio, e do papo com intérpretes, conseguiu vender 200 aviões Boeing para os chineses e foi convidado para conhecer o Jardim Secreto. Tudo bem que teve que ouvir Xi Jinping dizer que os EUA são um país decadente. Mas não se pronunciou quanto ao fornecimento de armamento para Taiwan, que a China quer ter de volta por considerar uma província rebelde. Mais de 90% das armas que os chineses da Ilha de Formosa adquirem procedem dos EUA e há a promessa de mais 14 bilhões de dólares para se defenderem de um possível ataque da China Vermelha. Saiu satisfeito também com o acordo para que sejam parceiros de negócios e não adversários. Assim o Big Brother termina mais uma guerra. A Guerra Comercial, na sua conta a nona que consegue por fim. Comemorou também o acertado com o “Grande Líder”, como nomeou Xi Jinping, para que pressione o Irã pela abertura do Canal de Ormuz, de enorme interesse das duas potências mundiais. A China com a sabadoria de milhares de anos de história e os EUA com o entusiamo juvenil dos seus duzentos anos de independência.


EX-PRESIDIÁRIO


O senador Flávio Bolsonaro continua insistindo que não falou sobre o patrocínio de Daniel Vorcaro para a produção do filme sobre seu pai porque havia no contrato uma cláusula de confiabilidade. O que estranho é que ele não tenha apresentado uma cópia do contrato e que até agora não ouvi sequer um jornalista pedindo que assim o fizesse, para provar que não podia mesmo falar a respeito do patrocínio e dos valores. Na primeira vez que foi questionado, ao sair da reunião no STF com o ministro Fachin, disse que era uma pergunta de um militante e que era mentira. A versão da confiabilidade só surgiu depois que o Intercept Brasil divulgou o áudio de conversas dele com o “irmãozão”, banqueiro corruptor de políticos, principalmente da direita, que joga tudo no colo do Lula, por ser um ex-presidiário.


HOLLYWOOD


O portal investigativo independente Intercept continua botando água no chope do Clã Bolsonaro. Agora atingiu o 03, Eduardo Bolsonaro, que se mandou para a sua adorada América do Norte, para escapar da perseguição do Xandão. Ele deu uma declaração que foi desmentida, com documentação, pelo Intercept, que costuma lançar em gota gotas o material que consegue sobre o alvo de sua investigação. No vídeo que postou se defendendo da acusação relativa ao dinheiro do Vorcaro para o filme do papai acabou se manifestando contrário ao que havia declarado o irmão senador. O título em inglês “Dark Horse” vem do turfe e tem o significado de Azarão. Jair Bolsonaro foi um Azarão que ganhou a corrida para o Planalto. O filme deve ser lançado, em todo o Brasil, em setembro. Com custo 10 vezes superior ao do Agente Secreto, que acaba de se tornar a mais premiada película brasileira ao receber seu 99o prêmio, é estrelado pelo ator que interpretou Jesus na produção cinematográfica A Paixão de Cristo. Foi previsto como peça da campanha do 01 para a eleição de Outubro e pode ser que seja um grande êxito de bilheteria. Sucesso político tornou-se questionável. Sendo uma superprodução, quem sabe o Azarão vai nos representar no Oscar e dá ao roteirista, Mário Frias, o laurel de trazer para o Brasil mais um Oscar de Ouro. Se for para o filme, ator principal ou diretor o prêmio fica em Hollywood.


ENCONTRA


O ministro Alexandre de Moraes decidiu mandar investigar o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro sob o argumento que ele direcionou todas as ações da sua administração para ajudar o conglomerado de empresas liderado pela Refit, que atua na área do refino de petróleo e na produção e distribuição de combustíveis, de propriedade de Ricardo Magro, o maior fraudador de impostos do Brasil e que parece estar vivendo numa boa nos EUA. Comenta-se que reside em Miami, tem uma casa em Lisboa e viveu um tempo em Dubai. Está na lista vermelha da Interpol, mas ninguém sabe ao certo onde se encontra.


EXTERIOR


Justamente pelas facilidades que propiciou ao Ricardo Magro, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, também acabou caindo na linha da busca e apreensão da Polícia Federal por fraudes no setor de combustíveis, corrupção e evasão de divisas. É difícil acreditar que desde 1991 todos os governadores eleitos do Rio de Janeiro foram condenados à prisão: Moreira Franco, Anthony Garotinho, Rosinha Garotinho, Luiz Fernando Pezão, Sérgio Cabral, Wilson Witzel. Só escapou a mulher, negra e favelada Benedita da Silva. Cláudio Castro dificilmente vai se livrar da acusação de ocultar patrimônio, dissimular bens e evadir recursos para o exterior.

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